O blog de Internet: a mídia que mais cresce vai parar por aqui. Durante nosso período no ar, o mercado aprendeu, discutiu e reverberou as muitas possibilidades deste meio tão rico e favorável aos negócios de todos. Bons negócios a todos.
Monthly Archive for outubro, 2009
Um dos principais objetivos de campanhas na internet é aumentar o tráfego e conseguir novos usuários para o seu site. Além das peças publicitárias em si – que devem ser bem criadas e levar exatamente à página que você deseja. Tudo, claro, passará pela construção do site, um assunto que vamos abordar um pouco mais à frente.
Retomando nossa lição. O primeiro passo é saber exatamente o que deseja. Neste caso você deseja aumentar seu tráfego com um fim – cadastro, vendas. O segundo é escolher os locais ideais para a sua peça. Saiba exatamente quem são os visitantes dos sites ou blogs onde anuncia. Qualidade, às vezes, interessa mais que quantidade. De fato, o trinômio Preço x Produto x Praça continua tão válido como sempre, independente do fato de estarmos falando da Internet. Seu produto tem de ter o valor justo e ser adequado ao seu público.
Saiba avaliar se seu publico está nos sites verticais, espalhado em blogs e redes sociais, é visitante de grandes portais, como o UOL. Estude-o, saiba seus gostos e preferências. E acompanhe o andamento da campanha, passo a passo, para garantir o seu sucesso.
Boas dicas sobre publicidade:
Brifar é dizer com todas as letras o que você deseja. O ideal é que isso seja feito pelo líder do projeto ao fornecedor. É importante, em caso de concorrência, que todos tenham os mesmos prazos para avaliação, elaboração e apresentação do projeto. Mas o fundamental no briefing é a informação. Ela deve ser clara e absoluta. Deixe claros seus propósitos e expectativas, com toda informação e documentação que seja necessária. Um exemplo: arquitetura de informação atual do site, estrutura de dados, fluxograma na produção, o plano de negócios (e seus objetivos), estratégias em andamento. Tudo isso é importante para que as agências possam compreender o seu pedido.
Mais que isso, um bom briefing traz como resultado propostas objetivas, com raciocínios parecidos. O que vai variar são: qualidade, adequação, criatividade e viabilidade.
Ao abrir uma concorrência, também é importante deixar claros os critérios de avaliação. Isso ajuda os prestadores a desenvolver melhor suas propostas. Os pontos que serão avaliados devem ser destacados no Pedido de Proposta, sempre. Também deixe claro o detalhamento das entregas (se for um site: wireframes, documentação, layout, guia de estilo, ferramenta de acompanhamento ou publicação).
Segundo o IAB Brasil, sempre que possível deve-se deixar clara a intenção de investimento e buscar nas propostas apresentadas, as que melhor usam a verba ou a utilizam de maneira interessante e inovadora. Lembre que o projeto vem com uma sugestão de estratégia de mídia e negociação, mas nada será efetivado até que você aprove.
As propostas apresentadas devem ser remuneradas. Combine o valor com os participantes na convocação e apresentação da RFP – e lembre-se de formalizar que as propostas apresentadas não são de sua propriedade. Caso você queira aquele projeto, contrate o responsável ou pague o processo de planejamento –que pode ser executado por outros profissionais.
Contratação do Fornecedor
Todo projeto deve ser regido por contrato que cubra os seguintes aspectos: a) Escopo dos serviços; b) Cláusulas claras com relação aos diretos e deveres de ambas as partes; c) SLA (Service Level Agreement) com atribuição clara das responsabilidades e penalidades pelo descumprimento do contrato; d) Cláusulas claras de rescisão; e) Índices de reajuste acordados com o cliente para projetos de longo prazo; f) E, finalmente, cronograma de implementação do projeto e fases
O segundo passo é fazer uma reunião de kick-off com a equipe responsável pelo projeto na sua empresa. O ideal é que a equipe seja formada por todos os setores envolvidos. Caso o projeto em questão envolva a continuação/manutenção de uma ação que já esteja no ar, faça uma reunião de passagem entre o fornecedor atual e o novo fornecedor. Além da definição clara do papel de cada um na execução do projeto, é fundamental que o líder seja identificado, assim como as instâncias de aprovação e os influenciadores no processo de decisão.
Escolher uma agência é fator delicado e importante. Para ajudar a todos o IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau), criou um Guia de Boas Práticas para Concorrências. Você pode ser atendido por:
1. Uma agência especializada digital: oferece todos os serviços relacionados à mídia digital – arquitetura de informação, planejamento, criação, produção, planejamento e compra de mídia, database, SEM (Search Engine Marketing).
2. Agência tradicional com equipe especializada em mídia digital: possui equipe multidisciplinar (ou alguns profissionais) que desenvolvem a comunicação digital como parte do mix de comunicação. As equipes podem ser internas ou terceirizadas. Tanto quanto as agências especializadas, essas empresas podem efetuar compra de mídia.
3. Produtoras: empresa especializada que faz a criação, produção ou geração de conteúdo, prestando serviços às agências e, diretamente, a pequenos clientes. Não exercem atividade de planejamento e compra de mídia.
4. Free-lancer: profissional autônomo com especialização em web e mídias digitais que presta serviços para as agências ou diretamente ao cliente.
Não saia escolhendo. Antes de mais nada, é preciso definir o seu briefing, o que você deseja. Se não tem certeza do que precisa exatamente, peça ajuda aos universitários. No jargão do mercado, RFI (Request for Information – Pedido de Informação) para formular o seu briefing ou definir qual é a melhor empresa para o seu caso. Os objetivos da RFI são identificar quais empresas são adequadas/qualificadas para responder a RFP e/ou recolher material suficiente para a elaboração de uma RFP (Request for Proposal – Pedido de Proposta) com escopo bem detalhado e critério de avaliação padronizado (incluindo critérios técnicos e de formatação da proposta).
Já há algum tempo, muitas agências de comunicação e design incluíram um novo serviço a seus negócios: “branding”. A marca, este signo tão fundamental em nossos tempos, é mais que uma simples imagem. Ela também pode ser um dos alvos estratégicos de sua campanha. Segundo Mônica Sabino, em artigo na WebInsider:
Uma marca ou brand é a percepção dos consumidores sobre um produto, serviço, experiência ou organização. Não o que os profissionais de marketing pensam que a marca é, mas o que ELES, os consumidores acham que ela é. (…) A marca está nas ruas, nas casas, sendo vivida e experimentada. O design, o sistema de identidade de uma marca, é sim, importantíssimo, crucial. É a estratégia em forma visível, como dizia o pioneiro Wally Ollins. Mas não é a totalidade do que é a marca.
Para a American Marketing Association, branding não é fazer com que um consumidor escolha uma marca ao invés da marca concorrente. É fazer com que um potencial consumidor perceba a marca como a única solução para o que ele busca. A única escolha lógica para o que ela está oferecendo. Branding é um sistema de comunicação que deixa claro porque a marca importa. É achar e comunicar algo que atraia os consumidores para a marca, ao invés de você ter que caçá-los de modos, algumas vezes, bem caros.
Se o seu planejamento revela que é preciso trabalhar a sua marca, as ações serão complexas de atravessarão toda a estrutura empresarial. A comunicação disso para seus consumidores – que é o nosso assunto – provavelmente passará por diversas estratégias, que devem ser muito bem discutidas com sua agência ou entre a equipe responsável pela formulação da campanha.