Já há algum tempo, muitas agências de comunicação e design incluíram um novo serviço a seus negócios: “branding”. A marca, este signo tão fundamental em nossos tempos, é mais que uma simples imagem. Ela também pode ser um dos alvos estratégicos de sua campanha. Segundo Mônica Sabino, em artigo na WebInsider:
Uma marca ou brand é a percepção dos consumidores sobre um produto, serviço, experiência ou organização. Não o que os profissionais de marketing pensam que a marca é, mas o que ELES, os consumidores acham que ela é. (…) A marca está nas ruas, nas casas, sendo vivida e experimentada. O design, o sistema de identidade de uma marca, é sim, importantíssimo, crucial. É a estratégia em forma visível, como dizia o pioneiro Wally Ollins. Mas não é a totalidade do que é a marca.
Para a American Marketing Association, branding não é fazer com que um consumidor escolha uma marca ao invés da marca concorrente. É fazer com que um potencial consumidor perceba a marca como a única solução para o que ele busca. A única escolha lógica para o que ela está oferecendo. Branding é um sistema de comunicação que deixa claro porque a marca importa. É achar e comunicar algo que atraia os consumidores para a marca, ao invés de você ter que caçá-los de modos, algumas vezes, bem caros.
Se o seu planejamento revela que é preciso trabalhar a sua marca, as ações serão complexas de atravessarão toda a estrutura empresarial. A comunicação disso para seus consumidores – que é o nosso assunto – provavelmente passará por diversas estratégias, que devem ser muito bem discutidas com sua agência ou entre a equipe responsável pela formulação da campanha.
Acaba de sair do forno o primeiro estudo proprietário da Plataforma proXXIma em parceria com a E.Life e a Sinc. Para gerar conteúdo qualificado que possam ajudar os gestores de marcas a tomarem decisões mais assertivas nas suas ações digitais, a pesquisa foi buscar informações sobre como os resultados de pesquisas nos mecanismos de busca influenciam a percepção dos internautas sobre marcas. O levantamento levou em consideração as quatro primeiras marcas de dez setores da economia segundo o prêmio Top of Mind Internet, realizado pelo UOL.
O estudo investigou os sites de comércio eletrônico, de notícias, corporativos e de redes sociais que aparecem na primeira página de resultados dos buscadores Google e Yahoo!.
Na contramão do senso comum, a pesquisa mostra que, em algumas categorias, grande parte dos resultados de busca são redes sociais ou mídias geradas pelo consumidor. Na pesquisa por marcas relacionadas ao mercado financeiro e de seguros há maior retorno de sites corporativos nos resultados de busca, principalmente os bancos. A exceção fica por conta dos cartões de crédito que resultam em um alto porcentual de mídias geradas pelo consumidor. Entre elas, as que mais aparecem na primeira página são blogs, fóruns especializados, Wikipedia e sites de recomendação, como o Reclame Aqui, especializado em reclamações sobre produtos e serviços.
Por isso na hora de construir seu site, sempre pense nos robôs de busca. Eles são ótimas fontes de negócios e formação de opinião sobre a sua marca/empresa.
Publicado em
17 de setembro de 2009 em
branding.
Na revista Midia Online sem Segredos, produzida pelo UOL (disponível para download aqui no site), explicamos cada detalhe de uma campanha na internet. Campanhas mudam só porque mudam de meio? Sim e não. Há boas práticas que valem para sempre quando se fala em campanha.
1. Objetivos claros e bem definidos – isso definirá a sua estratégia
2. Campanha estruturada e com bons profissionais – não importa se a agência é tradicional ou digital. Depois de traçar a estratégia, verba, prazos, metas, avaliação dos resultados são etapas naturais do processo. E lembre: de nada adianta uma campanha vencedora se seu site não suporta o tráfego e muito menos se sua equipe não consegue responder à demanda. Planejamento é tudo, sempre.
3. Um bom plano de mídia – na internet os formatos disponíveis são tantos que o maior risco é dispersar e perder o foco. Depois a gente vai falar de cada formato e dos seus prós e contras.
4. Conhecer as ferramentas disponíveis para acompanhar tudo o que acontece antes, durante e depois da campanha. A boa notícia: há as gratuitas e as pagas.
E lembre do que diz Marcelo Epstejn, diretor geral do UOL:
A Internet é parecida com o restante dos meios, mas existem diferenças e talvez a principal seja a avaliação de resultados. Na Internet é fácil saber o que funciona e o que não funciona. Estamos num momento onde todos os investimentos precisam ser justificados e, provavelmente, seja por isso que o meio cresce tão rápido. Nos últimos três anos, a Internet tem sido o meio com maior crescimento em matéria de investimento.